Rumo ao gol: seu guia de marketing para o maior evento do futebol mundial

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Destaques

No dia de abertura da Copa de 2022, as instalações de apps de streaming tiveram um aumento de 46%, permanecendo 41% mais altas durante a primeira semana. Em grandes eventos globais, o direito de streaming se alinha à facilidade de acesso, acelerando as instalações. Mas apenas saltos isolados não trazem resultados. Plataformas que ofereceram um onboarding rápido e fácil, cultivando hábitos televisivos mais fortes, transformaram esse impulso inicial em engajamento e crescimento contínuos.
As instalações de apps de notícias esportivas tiveram um salto de 72% acima da média no dia da abertura da Copa de 2022 As instalações ficaram 56% acima da média durante a primeira semana: os usuários apostaram no mobile para acompanhar atualizações, reações ao vivo e a intensidade de cada partida, transformando aplicativos de notícias em hubs de engajamento em tempo real.
Nos EUA, os downloads de apps de apostas tiveram um aumento de 57% durante a Copa de 2022, enquanto as sessões aumentaram em 15% Mesmo em um mercado dominado pelo futebol americano, a dimensão do evento desbloqueou uma demanda incremental. Observamos um salto na aquisição, seguida por um aumento no engajamento, mas a falta de resultados de conversão ressaltam a diferença entre a pura curiosidade e o hábito.
Instalações de apps de Compras e Esportes & Atividades ao Ar Livre cresceram ano contra ano (YoY) A Copa de 2022 coincidiu com a Black Friday e a Cyber Week, intensificando a concorrência e acelerando a descoberta de apps e a intenção de compra de curto prazo no varejo.
A América do Sul registrou o maior crescimento em instalações de apps de delivery A Europa liderou em volume, com 19,2 milhões de downloads, mas o crescimento total foi de 3,5%. Já a América do Sul apresentou uma adoção incremental mais forte, impulsionada pelo forte engajamento cultural.
Instalações de apps de jogos esportivos ficaram 18% acima da média de novembro Durante a primeira semana, as instalações permaneceram 9% acima da média, refletindo a transição dos fãs de um consumo passivo para um engajamento interativo por meio de previsões e competições.
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Introdução

Um evento esportivo global em escala incomparável

Os esportes sempre desempenharam um papel cultural e econômico importante. De acordo com o relatório Global Advertising Trends da WARC Media, eventos esportivos globais foram responsáveis por movimentar cerca de $61 bilhões de dólares em 2024, graças ao investimento contínuo em patrocínios, ativações e engajamento de fãs. Para anunciantes, poucos momentos oferecem esse nível de alcance em massa.

A Copa é muito mais do que um marco estratégico: é uma das raras ocasiões em que a atenção global, a emoção coletiva e o comportamento mobile convergem em escala massiva. Para 2026, a expectativa está ainda mais alta.

Pela primeira vez, três países sediarão o campeonato (Estados Unidos, México e Canadá), expandindo a presença cultural e comercial do evento na América do Norte. De 11 de junho a 19 de julho, 104 partidas em 16 cidades se transformarão em cinco semanas consecutivas de atenção global. A previsão é que essa edição se torne o evento esportivo mais comercialmente poderoso dos últimos anos, sendo que a FIFA prevê que $2,5 a 3 bilhões de dólares serão movimentados apenas em receita de patrocínio.

Mas afinal, o que isso realmente significa para as marcas?

Neste relatório, a AppsFlyer se junta à Sensor Tower e M+C Saatchi Performance para explorar como esse evento oferece uma janela curta de oportunidades para gerar um impacto campeão. Exploramos como o engajamento dos fãs se transformou em um comportamento mobile conectado e analisamos a performance de diferentes verticais de aplicativos durante a Copa de 2022.

Em vez de encarar a última edição como um guia de estratégias que devem ser replicadas, nós o usamos como um norte para oportunidades futuras, explorando como as marcas devem melhorar suas estratégias omnichannel colocando o mobile atuando como peça central para o engajamento, mensuração e conversão enquanto elas se preparam para a edição de 2026.

Data sample *

19 mil Aplicativos
4,8B Total de instalações
4B Conversões de remarketing

* Todos os resultados se baseiam em dados totalmente anônimos e agregados. Para garantir a validade estatística, seguimos rigorosos limites de volume e metodologias. Assim, os dados somente apresentamos dados que correspondem às condições estabelecidas.

Período de análise:
20 de outubro de 2022 – 18 de janeiro de 2023
Pré-evento (31 dias antes da abertura)
Durante o campeonato (20 de novembro a 18 de dezembro)

Pós-evento (31 dias após a Final)

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Tendências

Uma rara chance de crescimento em todo o funil

A cada quatro anos, o evento adquire um impulso previsível e mensurável. O interesse começa bem antes da abertura, sendo que as tendências globais de pesquisa do Google, medidas em um índice de interesse relativo de 0 a 100, atuam como um sinal inicial da intenção dos consumidores em todos os mercados.

O interesse pela competição masculina ainda lidera em escala absoluta, aumentando a cada edição. Entre 2014 e 2022, o pico de pesquisas de interesse teve um salto de mais de 40%, o que mostra que além de atrair a atenção, o evento também atrai novas audiências.

Ao mesmo tempo, a competição feminina já deixou de ser um interesse de nicho. Embora os volumes globais ainda sejam menores, as pesquisas de interesse para os eventos de 2019 e 2023 aumentou de 30 para 40%, apontando para ganhos constantes em reconhecimento e engajamento.

Em um cenário de mídias fragmentadas, poucos momentos geram esse nível de demanda concentrada e limitada. Para as marcas, isso representa uma oportunidade rara que engloba todo o funil, impulsionando uma aquisição, engajamento e monetização que duram semanas e se expandem por vários mercados. O sucesso está em se planejar com antecedência, localizar esforços de ativação e marcar presença depois do apito final.

Tendências globais de busca no Google relacionadas ao campeonato da FIFA (jan/2014 – jan/2026)*

* Os números representam o interesse de busca em relação ao ponto mais alto do gráfico. Um valor de 100 indica o pico de popularidade; um valor de 50 significa que o termo teve metade da popularidade do pico.

O mobile deixou de ser uma segunda tela e assume um papel de destaque

Nos últimos 12 anos, os campeonatos globais de futebol mudaram a forma como os fãs se engajam com o esporte. A TV ao vivo continua sendo a âncora emocional, mas o mobile se tornou um companheiro constante. É nele que os fãs acompanham cada momento, reagem em tempo real e se engajam com tudo o que acontece durante as partidas. As últimas edições impulsionaram ainda mais esse comportamento. O que começou como um scrolling casual na segunda tela evoluiu para um engajamento sempre ativo, com o mobile ocupando o centro dessa experiência.

Nesse cenário, o Qatar 2022 foi um verdadeiro acelerador digital global. Aplicativos de streaming, redes sociais, notícias, jogos, eCommerce, finanças e apostas mostraram como esses momentos podem mobilizar audiências em grande escala, ativando vários touchpoints de alta intenção.

A AppsFlyer analisou centenas de milhões de sessões de aplicativos, minuto após minuto, durante as semifinais. E não apenas de fãs de futebol, mas também de toda a população dos países que estavam competindo. Quando a atenção estava totalmente focada na TV, o uso do aplicativo caiu. Quando o uso aumentava, o mobile era usado como válvula de escape para as emoções, reações e conexões.

Ou seja, o mobile não substitui a experiência ao vivo. Ele a amplifica, capturando a emoção em tempo real e transformando momentos memoráveis em engajamento mensurável para várias categorias de apps.

Para 2026, a oportunidade em garantir a relevância em tempo real, oferecendo experiências personalizadas e adotando estratégias cross-channel inteligentes. Quando bem planejados, esses momentos não acabam com o apito final: eles geram fidelidade, retenção e lifetime value (LTV) que vão muito além do evento principal.

Países sede convertem atenção global em estratégias de crescimento localizadas

Nos Estados Unidos, o evento oferece acesso a uma audiência mobile-first mais jovem. Segundo a WARC, nos últimos cinco anos, a porcentagem de adultos americanos que afirmam que são fãs de futebol teve um aumento de 28%, um crescimento mais rápido do que qualquer outro esporte tradicional do país.

A Geração Z e os Millennials estão no centro da fanbase dos EUA, sendo que as audiências latinas são uma das principais forças por trás dessa ascensão. A McKinsey relata que 44% dos latino-americanos nos EUA provavelmente assistirão ao evento. Eles demonstram maior fidelidade à marca quando o engajamento é culturalmente relevante e localizado. Por ser um mercado dominado pelo iOS, estratégias nativas são fundamentais para garantir um impacto duradouro para além do evento.

Enquanto isso, o México será o epicentro emocional e digital da Copa. Lá, o futebol é uma parte intrínseca da vida diária, sendo que oito em cada dez mexicanos planejam assistir partidas completas. À medida que os usuários passam a usar cada vez mais o streaming, redes sociais e segundas telas, as audiências bilíngues e o comércio digital do México permitem que a descoberta e a conversão aconteçam quase simultaneamente, transformando o país em um mercado de alto impacto para as marcas.

Já a oportunidade no Canadá pode trazer resultados surpreendentes. A organização de eventos de grande porte como a Eras Tour da Taylor Swift permitiu que Toronto e Vancouver testassem a infraestrutura, as parcerias e a demanda digital, estabelecendo uma base sólida para o campeonato mundial de 2026. Com o aumento da atenção global, a concorrência por visibilidade se intensificará. Marcas que investem em SEO, experiência mobile e descoberta local estarão melhor posicionadas para transformar a demanda de alta intenção em crescimento duradouro.


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Principais verticais

O streaming cresce com acesso, experiência e engajamento constante

Qatar 2022 mostrou como os principais eventos ao vivo podem acelerar o crescimento dos apps de streaming e over-the-top (OTT) quando a distribuição, os direitos e a experiência do usuário estão alinhados. A M+C Saatchi Performance observa que as instalações globais aumentaram 46% no dia de abertura e permaneceram 41% mais frequentes ao longo da semana. A EMEA registrou picos de até +70% durante os jogos decisivos, além de um aumento no volume e na duração das sessões. 

A receita também chamou a atenção. Durante o campeonato, a receita de compras in-app (IAP) aumentou 50% no Brasil e 33% no México. Em mercados mais consolidados, houve um crescimento de dois dígitos.

No Reino Unido, o aplicativo do ITVX liderou em instalações, enquanto a BBC iPlayer liderou em uso, provando que o download era apenas uma parte da equação. O engajamento acompanha o acesso, a profundidade de conteúdo e os hábitos de visualização já existentes.

Peacock na América do Norte, DGO na América do Sul e Globoplay no Brasil registraram um crescimento de três dígitos nos downloads. Além disso, DGO conseguiu aumentar seus MAUs. O acesso gratuito, o onboarding simples e a relevância local transformaram os picos nos dias de jogos em uso contínuo.

Para 2026, a prioridade não é apenas visibilidade, mas também adaptação à forma de consumo dos fãs. A cobertura completa em espanhol da Telemundo e da NBCUniversal transformará os hábitos de visualização nos EUA, gerando momentos de alta intenção antes, durante e depois dos jogos. A oportunidade reside em transformar a atenção máxima em LTV por meio de sólidas estratégias de retenção.

“As transmissões esportivas estão evoluindo para além da TV tradicional. Isso destaca a necessidade de diversificar os canais e parcerias, levando influenciadores e plataformas digitais como o YouTube ao centro da cobertura esportiva premium para alcançar audiências que a televisão já não consegue mais conquistar sozinha.”

Daniel Harraghy
Senior Research Manager, Ampere Sports

Instalações e conversões de remarketing de apps de OTT e streaming ao vivo durante o campeonato global de 2022

Crescimento da receita de IAP em apps de OTT e streaming ao vivo durante o campeonato global de 2022

Principais apps de streaming durante o campeonato global de 2022*

* Todos os dados representam instalações únicas por conta de usuário e receita bruta de IAP (incluindo taxas das lojas de aplicativos). Os apps foram classificados de acordo com a App IQ Taxonomy da Sensor Tower, conforme fevereiro de 2026.

Em 2026, o sucesso do varejo se resumirá a jornadas contínuas

O campeonato de 2022 intensificou o período mais competitivo do varejo global. O evento ocorreu em novembro e coincidiu com a Black Friday e a Cyber Week, criando uma das disputas mais acirradas do ano no varejo.

De acordo com a Sensor Tower, as Américas testemunharam um crescimento significativo. No final de novembro a dezembro de 2022, os downloads de aplicativos de compras e esportes aumentaram em comparação a 2021. Isso é resultado da frequência das promoções e do apelo do futebol.

Na Europa, a pressão inflacionária implicou que o entusiasmo nem sempre se traduz em gastos incrementais, forçando as marcas a competir ainda mais durante um período de promoções já saturado.

Na MENA, sediar o campeonato mudou completamente o comportamento dos consumidores. Os investimentos foram direcionados a viagens, eventos e comemorações pessoais, resultando em um crescimento anual mais lento no eCommerce.

Este ano, o campeonato irá coincidir com o 250º aniversário dos Estados Unidos, criando um importante superciclo de touchpoints com o consumidor. O sucesso não se resumirá a dias de pico, mas, sim, ao engajamento contínuo em jornadas de decisão mais longas.

As mídias de varejo irão desempenhar um papel central na captura de momentos de alta intenção. Enquanto o mercado dos EUA já ultrapassa US$ 55 bilhões, é necessário ficar de olho na América Latina. O México e o Brasil representam 81% dos gastos atuais com mídia de varejo na região. O investimento total da América Latina deve triplicar para US$ 5,45 bilhões até 2028. Para alcançar o sucesso em 2026, as marcas precisarão dominar a integração de dados, pensar além dos banners tradicionais e investir em criativos de alta intenção e em tempo real.

“A edição de 2026 parece menos um evento pontual e mais um multiplicador de crescimento. Essa oportunidade não é apenas sobre gastos; ela define o quanto de investimento será direcionado a experiências e à realidade local. Para os marketers, o momento, a relevância e a mensuração são fundamentais. Quem vence não são as marcas que aparecerão em junho. Os vencedores começam meses antes ao orquestrar touchpoints físicos e digitais e remover o atrito dos compradores em pagamentos, conteúdos e negócios.”

Ross Walthall
Senior Research Analyst, Cleveland Research Company

Dias de jogo transformam momentos de socialização em alta demanda de delivery

O campeonato também influenciou o comportamento offline, principalmente os momentos de socialização e reuniões em casa, implicando um aumento na demanda do delivery de alimentos e bebidas. No dia de abertura da Copa de 2022, as instalações de aplicativos de entrega de alimentos tiveram um aumento de 15% em comparação com a média no mês de novembro.

Esse pico reflete a forte conexão entre eventos esportivos ao vivo e momentos de consumo compartilhado. Para marcas de varejo, fast-foods e delivery, a edição de 2022 criou picos previsíveis perto dos horários dos jogos, oferecendo promoções por tempo limitado, ofertas geolocalizadas e criativos para os dias das partidas.

O impacto foi global, mas desproporcional. Segundo a Sensor Tower, a Europa liderou em volume total com 19,2 milhões de downloads, mas o crescimento permaneceu moderado: 3,5%. Isso sugeriu que o campeonato ampliou principalmente os hábitos já existentes em um mercado consolidado.

A América do Sul, por sua vez, apresentou um padrão diferente. Com 8,1 milhões de downloads, a região registrou o maior crescimento, de 6,7%, impulsionado pela cultura do futebol que se traduziu diretamente em novas instalações de aplicativos. A MENA teve um crescimento de 5,1% apoiado por hospedagens locais e horários de jogos alinhados à rotina. A América do Norte ficou para trás, com 1,3%.

Em essência, os grandes campeonatos não substituem a demanda regular. Eles se sobrepõem a elas. Nos EUA, os domingos da NFL já impulsionam momentos sociais previsíveis e com alta intenção de consumo de alimentos. A liga contribuiu para picos extras ao interromper rotinas com jogos no meio da semana e no tempo livre. Os espectadores ocasionais permaneceram, usuários inativos retornaram e os pedidos coletivos substituíram os individuais. O evento era o mesmo, mas as dinâmicas mudaram. O México aumentou a frequência. O Brasil aumentou a intensidade. O grande diferencial está na compreensão do comportamento definido por mercado e na ativação durante o momento certo.

Downloads de apps de delivery de comida durante o campeonato global de 2022*

* Todos os dados representam instalações únicas por conta de usuário e receita bruta de IAP (incluindo taxas das lojas de aplicativos). Os apps foram classificados de acordo com a App IQ Taxonomy da Sensor Tower, conforme fevereiro de 2026.

“Para o delivery, esta é uma excelente oportunidade para reengajar usuários existentes e adquirir novos clientes. Ele entra em cena quando as pessoas estão decidindo transformar um evento esportivo em uma experiência compartilhada. As marcas que terão sucesso em 2026 serão aquelas que agirem rapidamente e em tempo real, convertendo o hype passageiro em hábitos por meio da relevância e do reengajamento inteligente.”

Roman Hitibashvili
Global Head of UA, Wolt

A dinâmica dos campeonatos globais de futebol acelera o crescimento dos apps de aposta em mercados importantes

Como um dos eventos esportivos que mais envolve apostas, a Copa do Mundo também impulsionou o crescimento nessa indústria. No dia de abertura do campeonato, as instalações tiveram um aumento de 8% acima da média mensal, acompanhado de um aumento contínuo de 5% durante a primeira semana.

Embora o crescimento fosse mais mensurado do que outras categorias, ele era consistente. Isso demonstrou credibilidade na hora de baixar e usar apps de apostas durante o evento.

Os dados da Sensor Tower destacam a Europa como líder em escala. A França representou 19,4% dos downloads regionais, com um aumento de 224% semana após semana nos primeiros sete dias, enquanto a Alemanha teve um crescimento de 124%. Na América Latina, a Colômbia e o México geraram 90% do volume total. A forte cultura do futebol e das apostas na Colômbia impulsionou a BetPlay e a RushBet para um crescimento de 120% nos usuários ativos semanais. No México, a BetMexico e a RushBet se destacaram pelo engajamento semanal intenso.

Porém, agora é preciso ficar de olho no Brasil. Os aplicativos de apostas não foram permitidos em 2022, mas a legalização total em 2025 impulsionou um recorde de crescimento. Só no segundo semestre de 2025, o Brasil alcançou 34,3 milhões de downloads, o que representa 27% do total global — mais do que qualquer outro país.

Apesar do domínio do futebol americano, os downloads de apps de apostas esportivas nos EUA tiveram um aumento de 57% durante a Copa de 2022, liderado pela FanDuel e pela DraftKings. Dados de engajamento confirmam uma forte ativação, com sessões subindo 15% nos EUA e mais de 30% no Canadá e México, destacando a capacidade do evento de converter hype em atividade digital contínua.

Principais mercados de apostas esportivas por downloads durante o campeonato global de 2022*

* Todos os dados representam instalações únicas por conta de usuário e receita bruta de IAP (incluindo taxas das lojas de aplicativos). Os apps foram classificados de acordo com a App IQ Taxonomy da Sensor Tower, conforme fevereiro de 2026.

Crescimento de apps de apostas esportivas durante o campeonato global de 2022 vs. as 4 semanas anteriores*

* Todos os dados representam instalações únicas por conta de usuário e receita bruta de IAP (incluindo taxas das lojas de aplicativos). Os apps foram classificados de acordo com a App IQ Taxonomy da Sensor Tower, conforme fevereiro de 2026.

Aumento em sessões em apps de apostas esportivas durante o campeonato global de 2022

“Em períodos de alta concorrência, as casas de apostas vencedoras começam a se preparar desde cedo, fazem grandes adaptações e operam como um sistema de marketing integrado. Quando equipes no mobile, web, CRM e offline trabalham em silos, a crescente competição faz com que as marcas paguem mais pelos mesmos usuários. A vantagem está na quebra antecipada desses silos.”

Lesia Kupriienko
Industry Lead, AppsFlyer

A transmissão de esportes ao vivo transforma finanças, notícias e jogos em modalidades imperdíveis

Um evento esportivo global tão relevante pode mudar rapidamente os hábitos digitais. Competições internacionais funcionam como catalisadores para a adoção de fintechs. No Qatar 2022, 5.300 terminais de pagamento sem contato foram instalados em todos os espaços oficiais, tornando-se o evento mais capacitado para pagamentos da história da FIFA. 89% das transações locais foram feitas sem contato. Quando se tem infraestrutura e grande motivação, até os hábitos antigos podem mudar de uma hora para outra.

A mesma urgência define o consumo de conteúdo. Quando os fãs não podem assistir ao vivo, os aplicativos de notícias esportivas são o ponto de acesso mais rápido. No dia de abertura da Copa de 2022, as instalações aumentaram 72% acima da média de novembro e permaneceram 56% maiores durante a primeira semana. Essas plataformas se tornaram touchpoints de alta intenção para engajamento em tempo real.

As redes sociais ampliaram esse efeito. Os canais da FIFA alcançaram 811 milhões de contas, com um engajamento que cresceu 448% em comparação com 2018. A final entre Argentina e França impulsionou um pico de 621%, provando que a narrativa em tempo real é essencial durante eventos ao vivo.

Audiências mais jovens foram ainda mais longe. As instalações de jogos esportivos tiveram um aumento de 18% acima da média de novembro e permaneceram 9% maiores na primeira semana, transformando os fãs passivos em participantes ativos.

Mas a atenção concentrada tem um preço. À medida que os orçamentos se transformam em momentos dinâmicos, os custos aumentam e a eficiência diminui. Marcas sem relevância clara nem execução criativa podem testemunhar um impacto incremental limitado. É necessário reforçar o LTV antes que os custos aumentem ainda mais.

“A edição de 2026 representa uma oportunidade fundamental para repensar o crescimento através da experiência. Em um contexto de alta mobilidade e atenção reduzida, em que as pessoas querem aproveitar o evento, o desafio é oferecer uma proposta mobile, simples e sem atrito que se integra naturalmente à rotina, aos pagamentos, aos gastos e às transferências, sem preocupações. Estar sempre presente nesses momentos, melhorando o cotidiano das pessoas, permite o reengajamento e a ativação de audiências de alta intenção. Isso também fortalece relações duradouras, ampliando verdadeiramente o crescimento.”

Gonzalo Aragon
SR Growth Manager, Banco Galicia

“Os principais eventos culturais e esportivos atuam como aceleradores de comportamento. A emoção coletiva impulsiona a intenção de compra e aumenta a frequência de pagamentos. Na MODO, sabemos que o desafio não é apenas aproveitar os picos, mas transformá-los em hábito. Durante o evento, ativamos iniciativas relevantes e, posteriormente, aprofundamos a relação por meio de benefícios e comunicações personalizadas, transformando a atenção em crescimento contínuo mensurado por recorrência e valor do usuário.”

Fernando Martín Campo
Growth Marketing Manager, MODO

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Melhores práticas

Criatividade localizada e influência de nicho impulsionam um engajamento mais inteligente

As marcas precisam adotar uma abordagem criativa e voltada para as audiências. Pensando na edição de 2026, a M+C Saatchi Performance começou a testar várias iterações criativas, incluindo versões em inglês, espanhol e “espanglês”, desenvolvidas para engajar melhor nas comunidades hispânicas. É importante reconhecer que todas as audiências não anônimas nem homogêneas. Portanto, diversificar mensagens através de várias iterações criativas é o segredo para o sucesso das campanhas.

O campeonato também cria uma oportunidade para o envio de mensagens localizadas e com apelo emocional. Como a maioria dos torcedores com ingressos deve estar concentrada em regiões próximas, focar em torcedores das cidades-sede ou naqueles que engajam com atividades locais durante os jogos pode ser mais vantajoso, além de proporcionar resultados melhores do que táticas de segmentação mais amplas.

A localização apoia a criação de comunidades e fortalece a fidelidade do cliente a longo prazo. Bares e restaurantes, por exemplo, podem aproveitar ativações experimentais ou externas, funcionando como hubs de fãs fiéis para times nacionais.

As marcas também precisam identificar comunidades não exploradas, como bairros, que podem apresentar oportunidades de mídia vantajosas. Em paralelo a isso, influenciadores do futebol, principalmente aqueles com seguidores de nicho, podem agregar um alto valor. A M+C Saatchi Performance faz distinção entre criadores, que produzem um conteúdo personalizado, e influenciadores, que conquistam a confiança da audiência através de patrocínios. O sucesso comprovado dessa abordagem sugere que vale a pena explorá-la durante o campeonato.

Engajamento de fãs com tecnologia de IA: da otimização de campanhas a experiências conectadas

As marcas estão indo cada vez mais além das campanhas isoladas, incorporando a IA ao longo de toda a jornada. 

No lado criativo, a automação atualiza anúncios em tempo real usando sinais de placar ao vivo, disponibilidade de produtos, mudanças de preços e gatilhos acionados por momentos específicos. O envio de mensagens varia de acordo com os picos emocionais e comerciais, garantindo a relevância dos assets sem aumentar o grau de complexidade.

Ao mesmo tempo, modelos preditivos detectam picos de engajamento e ajustam a segmentação e o bidding instantaneamente. Alcançar os fãs em momentos de maior empolgação melhora a eficiência e aumenta as conversões.

Dentro do aplicativo, os mecanismos de recomendação de IA personalizam conteúdos, ofertas e jornadas com base no comportamento dos usuários. Agentes inteligentes atuam como recepcionistas digitais, levando os usuários para a próxima ação e aumentando o lifetime value.

A evolução é clara. Segundo o Global Fan Data Study da Nielsen Sports de 2025, quase três quartos dos detentores de direitos consideram o engajamento personalizado como sua principal alavanca de receita.

A ideia é transformar espectadores em participantes ativos e touchpoints fragmentados em jornadas conectadas, orientadas por dados. No entanto, esse processo só funciona quando a IA se baseia em dados de mensuração confiáveis e unificados. A IA não corrige infraestruturas fragmentadas: ela piora a fragmentação. Mas quando ela possui uma base sólida, ela impulsiona um crescimento confiante.

A adaptação passa a ser fundamental, já que a jornada do torcedor deixou de ser linear

A partida não acontece mais só no campo. Os fãs se movimentam com fluidez entre canais: assistem a melhores momentos em plataformas OTT, reagem no TikTok, fazem apostas pelo mobile, consultam estatísticas no desktop e acompanham coberturas estendidas na Connected TV (CTV).

Com a mensuração unificada, a CTV deixa de ser apenas um canal de awareness e passa a se tornar um canal mensurável de crescimento. QR codes, anúncios sincronizados e mensagens em aplicativos complementares transformam atenção em instalações e relacionamentos de longo prazo.

As marcas refletem esse comportamento em suas estratégias de mídia. As campanhas acontecem simultaneamente em vários canais, e picos de impressões raramente são vitórias isoladas: eles indicam ativações coordenadas entre diferentes ambientes, digitais e físicos.

O aumento no preço dos ingressos impulsionou a demanda por experiências fora dos estádios, ampliando o ecossistema do evento. Outdoors digitais, fan zones (áreas oficiais para torcedores) e ativações híbridas expandem o engajamento além do campo, mantendo a continuidade entre telas e ambientes.

Durante o sorteio do campeonato, em dezembro de 2025, a U.S. Soccer Federation e a Visa transformaram a Times Square em uma experiência imersiva para fãs. Transmissão, ativação física, amplificação digital e engajamento social se integraram em uma única experiência conectada.

Uma estratégia verdadeiramente omnichannel não significa estar presente em todos os lugares, mas conectar cada interação em uma jornada unificada e mensurável. As marcas precisam de uma infraestrutura capaz de preservar a intenção do usuário em diferentes telas.

“A próxima edição do evento será lembrada como a primeira em que a IA assume um papel central na criação, personalização e otimização de conteúdos e campanhas. Isso cria uma oportunidade única para elevar a criatividade, personalizar em tempo real e gerar mais impacto comercial em cada interação associada a um evento global desse porte.”

Leandro Algozino
Performance Leader, Banco Santander

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Área dos experts

Jonathan Briskman
Jonathan Briskman

Jonathan Briskman

Diretor, Market Insights, Sensor Tower

Para onde a atenção dos fãs migra entre categorias de apps?

Durante grandes eventos esportivos, a atenção dos fãs não fica restrita aos apps de esportes. Eles ajustam suas rotinas e comportamentos de acordo com os jogos. Nos Estados Unidos, por exemplo, fãs de esportes passam 4,2 vezes mais tempo em apps de clima do que o usuário mobile médio, seguidos por apps de notícias (3,6x) e navegação (2,2x). Apps de comida e bebida, viagem, finanças e música também registram um engajamento acima da média, refletindo o fato de que esses momentos costumam ser sociais, móveis e transacionais.

Como jornadas multi-touch e cross-device moldam as estratégias de publicidade durante grandes eventos esportivos?

Os fãs não vivem esses eventos em uma única tela. Eles transitam entre TV, mobile e web (assistindo aos jogos, consultando estatísticas, fazendo apostas e pedindo comida), muitas vezes simultaneamente. As marcas que performam melhor são aquelas que conectam os pontos de contato entre dispositivos, em vez de tratar cada canal de forma isolada. Marcas de restaurantes de serviço rápido (QSR), por exemplo, usam retail media em plataformas como o Uber Eats durante os intervalos da transmissão para alcançar os fãs no momento de maior apetite, com um chamado à ação simples e imediato. Um QR code permite que o usuário vá da TV para o celular e finalize o pedido em segundos, sem perder o foco no jogo. As marcas com melhores resultados são aquelas que adaptam a experiência a cada dispositivo, criando jornadas integradas e intuitivas entre telas.

Como a saturação criativa e a competição impactam a performance publicitária nesses eventos?

Grandes eventos esportivos geram uma demanda massiva por atenção e uma competição igualmente acirrada. Conforme mais marcas disputam pelas mesmas audiências, a fadiga criativa aumenta rapidamente. Ao mesmo tempo, ferramentas de produção baseadas em IA aceleram testes e iterações, reduzindo o tempo de vida útil de cada criativo. Isso desloca a vantagem para a diferenciação. As marcas que se destacam são aquelas que exploram ângulos novos e relevantes para o público. A IA pode agilizar a produção, mas não resolve automaticamente o desafio de se destacar em um feed saturado. Marcas que ancoram sua comunicação em conexões autênticas com os fãs, seja por meio de parcerias, storytelling ou abordagens criativas realmente originais, têm mais chances de gerar impacto e sustentar a atenção.
Marco Cunalata
Marco Cunalata

Marco Cunalata

Media Supervisor, M+C Saatchi Performance

Como marcas que não são patrocinadoras podem fazer ativações em torno de eventos como esse para gerar impacto?

Existem grandes oportunidades para marcas que conseguem aproveitar o entusiasmo de um evento global como esse. Na prática, a maioria das pessoas não estará presente nos jogos ao vivo. Por isso, as marcas precisam pensar de forma criativa para capturar atenção e estabelecer conexões memoráveis. Apps de delivery e apostas esportivas, por exemplo, devem estar no centro da experiência no dia do jogo, um momento ideal para transformar a atenção em vendas imediatas e em clientes de longo prazo. Incluir um elemento experiencial nas campanhas também fortalece esse vínculo emocional. A realização de eventos para fãs antes dos jogos, por exemplo, pode engajar clientes já fidelizados e atrair novas audiências, oferecendo uma experiência concreta da proposta da marca.

Como as marcas podem transformar audiências de um evento internacional de futebol em clientes engajados no longo prazo?

É fundamental ter um plano de relacionamento que vá além do evento. Quando a empolgação termina, qual é a estratégia para manter e fortalecer o vínculo com o cliente? Marcas que desenvolvem um plano estruturado de retenção saem na frente quando o evento acaba. Apps de delivery, por exemplo, podem planejar uma sequência de ações pós-torneio, com ofertas, combos ou descontos. Algo como: “Bateu a saudade do seu snack de jogo? Peça seu favorito hoje e relembre a emoção da competição.” Uma estratégia sólida de crescimento e retenção depende de um entendimento profundo das motivações do cliente e de uma personalização eficaz para permitir ações direcionadas. Depois do esforço para adquirir novos usuários, perdê-los por falta de um plano de retenção é um risco que deve ser evitado.

O que define uma mensuração de mídia eficaz durante a Copa?

O digital evolui constantemente, e a forma como acompanhamos, atribuímos e avaliamos o impacto do investimento em mídia também exige adaptação contínua.

Em uma pesquisa realizada em 2024 com profissionais de marketing nos EUA, apenas 1 em cada 3 afirmou ter um framework de mensuração bem estabelecido. É importante lembrar que frameworks de mensuração não são modelos prontos: cada marca precisa de uma abordagem própria.

Profissionais de marketing de apps precisam de visibilidade diária para impulsionar crescimento. Para entender de fato a efetividade da mídia, é necessário equilibrar ações táticas de curto prazo com investimentos de longo prazo, combinando construção de marca e performance dentro de um framework estruturado.

A tecnologia é central nesse processo: sem ela, não há mensuração.

Recomendamos a “Tríade da Mensuração”, composta por:
1. Atribuição: entender o que gera conversões.
2. Testes de incrementalidade: validar o que realmente está impulsionando resultados.
3. Modelagem de mix de mídia (MMM): prever, otimizar e planejar com mais confiança.

Juntos, esses pilares oferecem uma visão unificada e acionável da performance de mídia entre canais, equipes e objetivos de negócio.

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Conclusões

Equilibre picos de engajamento com lifetime value
Background
Comece a fazer as melhores escolhas para o seu negócio